Começou a 1ª liga de futebol. É sempre uma alegria e uma renovada esperança quando começa o campeonato cá do burgo. Voltamos a vestir o fato da mesquinhez, as calças da clubite exacerbada, porque isto do futebol, é a ultima cerimonia tribal, ainda socialmente aceite, neste mundo do "rebanho" global.
O meu Sporting estreou-se na Madeira com o Maritimo, num relvado improprio para o campeonato nacional do país campeão da Europa.
Ainda nem 10m tinham passado, e para uma equipa sob brasas e nas costas de Thierry abria-se caminho para o 1-0. Muito "tenrinho" para estas andanças, o miúdo terá que aprender a "matar" as jogadas e a mostrar a peitaça aos inúmeros extremos que irá apanhar pela frente. É o preço a pagar para apostar num miúdo, num contexto de ansiedade de obter resultados no imediato.
Depois do inaugurar do marcador, voltou o descontrolo emocional, com muitas faltas, cartões e erros de passes, que voltou a colocar a nu, que antes das fragilidades nas pernas, existem e ainda estão por trabalhar as fragilidades na cabeça.
Demorou a serenar, e mais uma vez foi preciso Bruno Fernandes, agarrar o jogo no meio e deixou-se de privilegiar os passes longos à procura das costas da defesa contrária, e passou a haver jogo entrelinhas com o capitão a pegar na batuta. Eduardo e Wendel deram 2 passos em frente e a pressão e a agressividade fez com que se jogasse só no meio campo caseiro. Daí até ao empate, foi a inevitabilidade de quem é mais forte e faz por isso com meia hora jogada. Até ao intervalo foram ainda desperdiçadas oportunidades de ir para o descanso em vantagem, com Raphinha em destaque pela negativa.
No recomeço acentua-se o domínio, com Acuña e Raphinha a tentarem ligar com o miolo, onde Bruno e Wendel tricotavam o jogo leonino, e Eduardo tornou-se mais posicional e não desapareceu do seu lugar, como aconteceu várias vezes no 1º tempo. O domínio não se traduziu em golos e com o passar do tempo, voltou a ansiedade de quem não vence um jogo desde Maio e precisa vencer para crescer e estabilizar um modelo idealizado que parece ser o 3-5-2, mas que se altera ao sabor dos resultados.
Renan sem muito trabalho e uma defesa que oscilou entre o bom (Coates) e o sofrível com tantos erros perante um Maritimo fraquinho. Eduardo não será nunca um trinco posicional e sem uma garantia atrás, o miolo cria sempre com um olho desconfiado na retaguarda desguarnecida. Alas perdulários e previsíveis sem ligação com o meio campo e com pouca ajuda atrás. Um Luis Phyllipe que acrescenta uns pontos na hora de começar a defender junto da área adversária, em relação ao holandês goleador.
Em suma, um arranque no campeonato aos solavancos, numa equipa cheia de duvidas dela própria e criando ainda mais duvidas nos adeptos, que exigem mais e mais merecem. Uma grande equipa tem que dominar os vários momentos do jogo e isso o Sporting nunca soube fazer. Venha o Braga.
Pois eu acho que perdemos o jogo por causa do Kaiser... Concordo com o que dizes mas é culpa dele termos perdido o meio campo quando sacrificou mais ainda o BF. E quando se tem um Bas Dost mas não se treinam cruzamentos... Tudo dito. Vamos ver o que se segue... Infelizmente parece-me que o Keiser tem os dias contados, o que é uma pena porque parece ser um bom homem.
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