sábado, 31 de agosto de 2019

VERGONHOSO - 4ª JORNADA 31/08/2019

Mais uma jornada, mais uma volta, mais uma oscilação exibicional. Primeira derrota.
Que bipolaridade de qualidade mostra esta equipa do Sporting, depois de mostrar classe em Portimão, baqueia em casa perante um Rio Ave, competente, estruturado, consistente e com uma eficácia a toda a prova, pois com 3 remates à baliza, marca 3 golos na casa de um grande. De tirar o chapéu.

Já o clube de Alvalade, apresentou o mesmo 11 com que derrotou o Portimonense e ao contrário da jornada anterior, começou a perder com um penalti de Coates logo no inicio do jogo. Dupla de "volantes" repetida com Doumbia e Wendel, para segurar o meio campo. Parece que Kaiser não irá abdicar deste duplo pivot, apesar de não estar a conseguir estancar os 11 golos sofridos até ao momento em jogos oficiais. Não desistiu e foi à procura do empate, que conseguiu pelos 20m com um golo do capitão Bruno Fernandes. Jogo empatado e dividido, com um Rio Ave com controlo e com melhor jogo de posse, ao invés dos leões, que abusaram mais uma vez das diagonais de passes para as costas da defesa contrária, facilmente  anulados em grande parte das vezes.
A 2ª parte trouxe equilíbrio e trouxe também o 2-1 ao Sporting, com o golo da ordem de Luiz Phyllipe. E depois, como tem sido habito no clube de Alvalade, por incapacidade ou por estratégia, o Sporting deu o domínio ao adversário e passou a jogar, qual equipa pequena, mais de meia hora (!) em casa, no erro da equipa forasteira. Um sufoco que é ver jogar este Sporting, quando esta a vencer os seus jogos...
Depois...bem, depois nos últimos 5m de jogo, foram marcados mais dois penaltis contra o Sporting e assim o Rio Ave ganhou o jogo com esses 3 remates à baliza de Renan. Todos cometidos pelo mesmo jogador.
Ultimo apontamento para a inércia de Kaiser, que desta vez nem fez as substituições da ordem, colocando mais um trinco (Eduardo) e mais um central (Neto). Meteu Plata após o 2-3 sob grande assobiadela da plateia de Alvalade. Deplorável e desconcertante esta inatividade, perante a história e os pregaminhos do Sporting.
Estatistica: Nunca foram marcados 3 penaltis contra os grandes em sua casa. É demasiado fácil...Mais um recorde.

domingo, 25 de agosto de 2019

VARIAÇÕES - 3ª JORNADA 25/08/2019

Boa vitória num campo difícil e perante uma boa equipa, cheia de qualidade e bem treinada, que nos permite ascender ao 1º lugar da Liga. Quem diria...

Numa altura em que esperamos os craques para atacar o objectivo, que é segundo o presidente, de melhorar a classificação da ultima época, e que já percebemos que Setembro será sinonimo de pré-época, eis que estamos na frente.
Eu sou daqueles que percebe todas as situações e todas as dificuldades, desde que estas sejam frontalmente assumidas pela direcção, e foi-nos dito que o objectivo era para melhorar o que foi feito no ano passado. Sendo assim, e mais de 1 ano após o ataque à academia de Alcochete, voltamos a fazer pré-épocas tardias. Porque numa prova de regularidade, este plantel não passa do 3º lugar.

Voltando ao jogo e a Portimão, o inicio foi bom, como tem sido nesta época, forte, e com muito jogo entrelinhas, com a novidade Vietto a soltar-se da esquerda para o meio e a fazer jogar e a mostrar toda a sua mestria e classe no passe e no drible. Mereceu a designação de homem do jogo, pois fez passes que abriram toda a defesa adversaria.
Aos 5m já estava o marcador em 0-2 e mais 5m sofremos penalti. Jogo frenético. Mas para mim, a chave do jogo e principalmente no primeiro tempo, foi a capacidade de Vietto baralhar o meio campo algarvio, pois aparecia sempre a dar linha de passe no miolo e fechava a ala com Acuña, num jogo completo de classe e trabalho para a equipa. E para além disso as trocas constantes de Vietto com BFernades, que estão ainda procurar o melhor entrosamento, sendo os mais dotados tecnicamente, não será uma questão de qualidade, mas de tempo.
Pode ir por aí, Kaiser, apostando nessas variações entre Bruno e Vietto, fazendo-a crescer e com ela a equipa.
A 2ª parte trouxe um Portimonense mais agressivo, a abdicar da largura dos alas em detrimento do jogo rendilhado pelo miolo, procurando posse e encostar os leões à sua defensiva. E numa transição, já vista no jogo contra o Braga, o Sporting marcou um pouco contra a "inclinação" do jogo e resolvendo-o. Raphinha bisou e Luiz Phellipe estreou-se a marcar.
Estivemos melhor e ansiamos por progressão no próximo jogo em Alvalade. Venha o Rio Ave e é para ganhar. Mas com reforços a sério...

domingo, 18 de agosto de 2019

De canhota também serve...

Tenho um amigo meu, que diz que as coisas que fazemos com o nosso lado menos habitual, parece que é outro a fazê-las. Pois, hoje ganhámos com 2 golos com o pé menos habitual dos marcadores e até parece que nem ganhámos. O importante foi vencer, mas este leão está doente.
A primeira vitoria no campeonato foi muito sofrida e até menos merecida, do que poderia ter acontecido na Madeira.
Boa entrada no jogo, coroada com um belo golo e depois novo eclipse. Perda de controlo do meio campo e por consequências do jogo. Um jogo sofrível em termos defensivos e o problema não é da defesa, mas sim de um meio campo que constrói, mas só com Doumbia na pressão à perda de bola, após a pressão alta ter sido ultrapassada é ver cavalgadas de adversários rumo à baliza de Renan, que hoje salvou o resultado na primeira parte. Foi guarda-redes de equipa grande.
Para mim, aqui reside o maior problema da equipa e com isso cria-se a insegurança em toda a estrutura e Doumbia ainda não está "feito" para agarrar a equipa pelos colarinhos quando é preciso. Pressiona sozinho e não constrói. Terá que estar presente nos dois momentos.
Hoje foram várias as oportunidades de golo permitidas ao Braga. E já contra a corrente e numa jogada toda de BFernandes chegámos ao intervalo a vencer por 2-0. A segunda parte arrastou-se toda com a iniçiativa do Braga e o Sporting em casa a jogar no risco e no erro do Braga, qual equipa pequena. O golo bracarense adivinhava-se após um pênalti por marcar contra os da casa. E surgiu. Depois foi Kaiser a "fazer marcha a trás" nas substituições, saltando no mesmo jogo, do futebol romântico, bonito e de posse, para o "ferrolho" de 3 centrais e 2 trincos, e com Vietto sozinho a fazer pela vida em transições.
Percebo a ansiedade em segurar uma vitória que fugia desde Maio, mas estamos jogar numa bipolaridade perigosa e que por certo não garante campeonatos. Perda de controlo emocional e estratégico tem cabido em 90 minutos.
Falta qualidade, pois esta equipa não dá para mais do que o terceiro lugar e desespera-se por reforços. Ainda mais com a saida de um fantástico goleador que o treinador não soube aproveitar taticamente e que a direção quis prescindir financeiramente. A pergunta que fica é: como substituir Dost em termos desportivos e poupar dinheiro? Tem a palavra a nossa direção.


domingo, 11 de agosto de 2019

ANSIEDADE - 1ª JORNADA (11/08/2019)

Começou a 1ª liga de futebol. É sempre uma alegria e uma renovada esperança quando começa o campeonato cá do burgo. Voltamos a vestir o fato da mesquinhez, as calças da clubite exacerbada, porque isto do futebol, é a ultima cerimonia tribal, ainda socialmente aceite, neste mundo do "rebanho" global.
O meu Sporting estreou-se na Madeira com o Maritimo, num relvado improprio para o campeonato nacional do país campeão da Europa.
Ainda nem 10m tinham passado, e para uma equipa sob brasas e nas costas de Thierry abria-se caminho para o 1-0. Muito "tenrinho" para estas andanças, o miúdo terá que aprender a "matar" as jogadas e a mostrar a peitaça aos inúmeros extremos que irá apanhar pela frente. É o preço a pagar para apostar num miúdo, num contexto de ansiedade de obter resultados no imediato.
Depois do inaugurar do marcador, voltou o descontrolo emocional, com muitas faltas, cartões e erros de passes, que voltou a colocar a nu, que antes das fragilidades nas pernas, existem e ainda estão por trabalhar as fragilidades na cabeça.
Demorou a serenar, e mais uma vez foi preciso Bruno Fernandes, agarrar o jogo no meio e deixou-se de privilegiar os passes longos à procura das costas da defesa contrária, e passou a haver jogo entrelinhas com o capitão a pegar na batuta. Eduardo e Wendel deram 2 passos em frente e a pressão e a agressividade fez com que se jogasse só no meio campo caseiro. Daí até ao empate, foi a inevitabilidade de quem é mais forte e faz por isso com meia hora jogada. Até ao intervalo foram ainda desperdiçadas oportunidades de ir para o descanso em vantagem, com Raphinha em destaque pela negativa.
No recomeço acentua-se o domínio, com Acuña e Raphinha a tentarem ligar com o miolo, onde Bruno e Wendel tricotavam o jogo leonino, e Eduardo tornou-se mais posicional e não desapareceu do seu lugar, como aconteceu várias vezes no 1º tempo. O domínio não se traduziu em golos e com o passar do tempo, voltou a ansiedade de quem não vence um jogo desde Maio e precisa vencer para crescer e estabilizar um modelo idealizado que parece ser o 3-5-2, mas que se altera ao sabor dos resultados.
Renan sem muito trabalho e uma defesa que oscilou entre o bom (Coates) e o sofrível com tantos erros perante um Maritimo fraquinho. Eduardo não será nunca um trinco posicional e sem uma garantia atrás, o miolo cria sempre com um olho desconfiado na retaguarda desguarnecida. Alas perdulários e previsíveis sem ligação com o meio campo e com pouca ajuda atrás. Um Luis Phyllipe que acrescenta uns pontos na hora de começar a defender junto da área adversária, em relação ao holandês goleador.
Em suma, um arranque no campeonato aos solavancos, numa equipa cheia de duvidas dela própria e criando ainda mais duvidas nos adeptos, que exigem mais e mais merecem. Uma grande equipa tem que dominar os vários momentos do jogo e isso o Sporting nunca soube fazer. Venha o Braga.

De volta...

Este blog é um passo. Pequenino e envergonhado. Mas firme até que o deixe de o ser. Sem pretensões para além do ultimo paragrafo de cada post.
É um blog de amor e de paixões. Porque para amarmos o mundo que nos rodeia, teremos que nos conhecer e amar, porque estando bem connosco, estaremos bem com o mundo. Que cliché!
É sobre futebol e sobre tudo o resto. É sobre escrever para desentorpecer os sonhos, as vontades, as necessidades de "aliviar" a alma, tantas vezes amordaçada por preguiças e afazeres. É uma pluralidade de assuntos, que cabem nestas brancas páginas, mas acima de tudo é sobre a necessidade do escritor egoísta de despejar letras e com elas palavras e com elas frases e textos e opiniões...Agora estou a precisar. Amanhã...é outro dia.